Nós temos um jogo de sofá que foi presente dos avós do Iwan, so far o móvel que eu mais gosto na casa. É de um designer famosinho ho-ho, coisa que nem em um futuro próximo poderiamos comprar. Pois esse mesmo sofá deu origem a esse post de discórdia.
A uns meses atrás eu me tornei obcecada com a troca das almofadas, elas são bem grandonas, mas já estão "murchas" e eu o-d-e-i-o a cor, não tem vida! Dai que eu procurei lojas de tecido, mas esse tipo de trabalho tem que ser feito com material próprio pra estofado, achei uma loja na internet com umas amostras bem legais, semana passada enquanto sogro e Iwan colocavam a casa abaixo furando parede, instalando prateleiras, pó comendo solto pela casa, sogra me levou para fazermos um orçamento. Essa maledeta loja tem tecidos incrivéis, coisa de cair o cú da bunda, especialmente pelo preço. Eu com minha cara (não só cara né) de proletária, sem pentear o cabelo... comecei a folhear os livros de amostras enquanto a sogra explicava a idéia do projeto, a senhorinha dona da loja, na delicadeza me deu um tapa de praticidade: qual o budget do projeto mocinha? hum hum sabe que eu não pensei sobre isso. Ela explica que eu estava olhando as amostras mais caras. Poxa desculpa, larguei o livro lá, peguei outro mas logo soltei assim que descobri onde ver o preço... Volta ela com umas amostras que concluíu ser mais assim "adequado" a minha classe social. Foi então que eu vi a estampa mais linda do mundo e me apaixonei, em 5 seg. eu visualisei todo o sofa, a sala, a combinação com o nosso Escher fake na parede, todos os pantones de combinação possivéis e falei é essa! Ligamos para o sogro que tirou as medidas das almofadas, me cerfiquei de explicar direitinho o formato (é meio trapézio) e contei que já tinhamos o material pra encher mais. Fechamos um valor X, que já era bem mais do que eu esperava gastar nessa brincadeira. Meu problema é ser pobre mas ter essa alma de designer dentro de mim, vocês não sabem como eu sofro com gosto por coisa que eu não posso pagar, triste!
Cheguei em casa e mostrei fotos para marido, o orçamento, depois dos argumentos ele concordou, só queria ver como os próprios olhos a estampa. Ontem fomos a loja, mais uma vez explicamos tudo di-novo pra senhorinha, informamos medidas, ela aumentou um pouquinho o custo da mão de obra, mas era muita paixão por aquela estampa que nem considerei lembra-la do preço anterior. Ficamos de trazer as almofadas hoje, como não temos carro, um amigo do Iwan nos deixou lá com aquelas almofadas e mais as pequenas que serviram para retirar o enchimento. Foi ai que começou o barraco. Quando ela descobriu que o enchimento tanto das almofadas grandes quanto das pequenas são penas ela simplesmente usou toda a assertividade holandesa e disse: ah mas eu não vou tirar penas de um pra pôr no outro não, vocês que deveriam ter feito isso, imagina, eu detesto pena e se eu tiver que fazer isso vai sair bem mais caro. Como marido cresceu nessa terra de gentil e distinta, não levou como desaforo, eu fiquei lá segurando o queixo pra não cair, como alguém fala assim com cliente? A conversa que se sucedeu foi mesmo nivél, Iwan perguntou caro quanto? Ela pegou a calculadora e eu não quiz nem olhar, então ela sugeriu que usassemos um material de espuma sintética da loja, o que não melhorou em nada o preço, mas resolvia a questão das penas. Outro probleminha foi a metragem informada, quando eu expliquei na semana passada ela disse que precisariamos de 2.5 metros, ontem ela disse a mesma coisa, hoje ela disse 4.8m. A mudança brusca ocorreu porque quando fomos lá anteriormente não tinhamos levado as almofada. O diâmetro dobra conforme a distância, se você vê é uma coisa, se você explica é outra. Povo, esse metro de estofado já custa os-zoi-da-cara, quando ela dobrou a metragem eu comecei até sentir umas palpitações. Nesse momento marido envermelhou, engrossou a voz e disse: a minha esposa levou um orçamento em casa onde a senhora fez os cálculos com essa mesma metragem de agora, como explica? A senhora em um surto de amnésia disse que não se lembrava. Marido pergunta se ela tinha problema de mémoria, assim, na lata. Ela começa gaguejar, mas logo atacou dizendo que não tinha obrigação de lembrar, cadê o orçamento? Hum, hum... (Simone deixou em casa)! Marido pergunta sobre a possibilidade de não fazer enchimento quanto ficaria? Ela muda o preço da mão de obra, triplica, cuma? O bate boca se seguiu em dialeto Haagse, os dois limpando a garganta e vendo que puxava mais o som do "erre" era um tal de dizer que não disse nada, que não lembrava, de sugerir fazer um trabalho porco por um preço que pudessemos pagar, marido retrucando como ela ousava propor aquilo... eu fiquei tão constrangida que foquei no meu umbigo o tempo todo. Ela olhou pro relógio e disse que já tinha ido longe demais com aquela discussão, se iriamos ou não pagar o dobro pelo serviço, era a última oferta dela. Wij betalen helemaal nergens meer voor! (New Kids) O problema agora era ir embora da loja com aquele monte de almofadas, o amigo que nos deixou lá foi fazer compras com a namorada, os sogros moram em outra cidade meio chato ligar, não havia nenhuma jeito (nem braços) suficientes pra levar tudo aquilo no tram. Tivemos que enfiar o rabinho entre as pernas e pedir pra senhora na humildade se poderiamos buscar nossas tralhas na segunda com o sogro, ela pensou e acabou deixando.
A uns meses atrás eu me tornei obcecada com a troca das almofadas, elas são bem grandonas, mas já estão "murchas" e eu o-d-e-i-o a cor, não tem vida! Dai que eu procurei lojas de tecido, mas esse tipo de trabalho tem que ser feito com material próprio pra estofado, achei uma loja na internet com umas amostras bem legais, semana passada enquanto sogro e Iwan colocavam a casa abaixo furando parede, instalando prateleiras, pó comendo solto pela casa, sogra me levou para fazermos um orçamento. Essa maledeta loja tem tecidos incrivéis, coisa de cair o cú da bunda, especialmente pelo preço. Eu com minha cara (não só cara né) de proletária, sem pentear o cabelo... comecei a folhear os livros de amostras enquanto a sogra explicava a idéia do projeto, a senhorinha dona da loja, na delicadeza me deu um tapa de praticidade: qual o budget do projeto mocinha? hum hum sabe que eu não pensei sobre isso. Ela explica que eu estava olhando as amostras mais caras. Poxa desculpa, larguei o livro lá, peguei outro mas logo soltei assim que descobri onde ver o preço... Volta ela com umas amostras que concluíu ser mais assim "adequado" a minha classe social. Foi então que eu vi a estampa mais linda do mundo e me apaixonei, em 5 seg. eu visualisei todo o sofa, a sala, a combinação com o nosso Escher fake na parede, todos os pantones de combinação possivéis e falei é essa! Ligamos para o sogro que tirou as medidas das almofadas, me cerfiquei de explicar direitinho o formato (é meio trapézio) e contei que já tinhamos o material pra encher mais. Fechamos um valor X, que já era bem mais do que eu esperava gastar nessa brincadeira. Meu problema é ser pobre mas ter essa alma de designer dentro de mim, vocês não sabem como eu sofro com gosto por coisa que eu não posso pagar, triste!
Cheguei em casa e mostrei fotos para marido, o orçamento, depois dos argumentos ele concordou, só queria ver como os próprios olhos a estampa. Ontem fomos a loja, mais uma vez explicamos tudo di-novo pra senhorinha, informamos medidas, ela aumentou um pouquinho o custo da mão de obra, mas era muita paixão por aquela estampa que nem considerei lembra-la do preço anterior. Ficamos de trazer as almofadas hoje, como não temos carro, um amigo do Iwan nos deixou lá com aquelas almofadas e mais as pequenas que serviram para retirar o enchimento. Foi ai que começou o barraco. Quando ela descobriu que o enchimento tanto das almofadas grandes quanto das pequenas são penas ela simplesmente usou toda a assertividade holandesa e disse: ah mas eu não vou tirar penas de um pra pôr no outro não, vocês que deveriam ter feito isso, imagina, eu detesto pena e se eu tiver que fazer isso vai sair bem mais caro. Como marido cresceu nessa terra de gentil e distinta, não levou como desaforo, eu fiquei lá segurando o queixo pra não cair, como alguém fala assim com cliente? A conversa que se sucedeu foi mesmo nivél, Iwan perguntou caro quanto? Ela pegou a calculadora e eu não quiz nem olhar, então ela sugeriu que usassemos um material de espuma sintética da loja, o que não melhorou em nada o preço, mas resolvia a questão das penas. Outro probleminha foi a metragem informada, quando eu expliquei na semana passada ela disse que precisariamos de 2.5 metros, ontem ela disse a mesma coisa, hoje ela disse 4.8m. A mudança brusca ocorreu porque quando fomos lá anteriormente não tinhamos levado as almofada. O diâmetro dobra conforme a distância, se você vê é uma coisa, se você explica é outra. Povo, esse metro de estofado já custa os-zoi-da-cara, quando ela dobrou a metragem eu comecei até sentir umas palpitações. Nesse momento marido envermelhou, engrossou a voz e disse: a minha esposa levou um orçamento em casa onde a senhora fez os cálculos com essa mesma metragem de agora, como explica? A senhora em um surto de amnésia disse que não se lembrava. Marido pergunta se ela tinha problema de mémoria, assim, na lata. Ela começa gaguejar, mas logo atacou dizendo que não tinha obrigação de lembrar, cadê o orçamento? Hum, hum... (Simone deixou em casa)! Marido pergunta sobre a possibilidade de não fazer enchimento quanto ficaria? Ela muda o preço da mão de obra, triplica, cuma? O bate boca se seguiu em dialeto Haagse, os dois limpando a garganta e vendo que puxava mais o som do "erre" era um tal de dizer que não disse nada, que não lembrava, de sugerir fazer um trabalho porco por um preço que pudessemos pagar, marido retrucando como ela ousava propor aquilo... eu fiquei tão constrangida que foquei no meu umbigo o tempo todo. Ela olhou pro relógio e disse que já tinha ido longe demais com aquela discussão, se iriamos ou não pagar o dobro pelo serviço, era a última oferta dela. Wij betalen helemaal nergens meer voor! (New Kids) O problema agora era ir embora da loja com aquele monte de almofadas, o amigo que nos deixou lá foi fazer compras com a namorada, os sogros moram em outra cidade meio chato ligar, não havia nenhuma jeito (nem braços) suficientes pra levar tudo aquilo no tram. Tivemos que enfiar o rabinho entre as pernas e pedir pra senhora na humildade se poderiamos buscar nossas tralhas na segunda com o sogro, ela pensou e acabou deixando.
Cadê Celso Russomano nessa terra sem lei? Programa Aqui Agora? PROCOM! Abuso, to passada. Sai de lá tão chateada, poxa e o meu sonho de almofadas novas pro natal? Voltamos a estaca zero procurando outra loja de estofados. Eu tinha planos de comprar a árvore de Natal, decoração, mas tudo foi por água abaixo sem minhas almofadas, to muito frustada!
CONSUMIDOR - direitos básicos:
1. Quem vai prestar-lhe um serviço é obrigado a apresentar, antes da realização do trabalho, um orçamento (Art. 40, CDC).
Neste orçamento tem de estar escrito o preço da mão-de-obra, o
material a ser usado, a forma de pagamento, a data da entrega e qualquer
outro custo.
2. Elevar, sem justa causa, os preços de produtos e serviços é proibido.
3. O fornecedor poderá aumentar o preço de um produto ou serviço apenas se houver uma razão justificada para o aumento.










8 comentários:
naoooo, toque nao..suas almofadas antigas estao lá né?
OK FOGO DEPOIS QUE VC PEGAR SUAS ALMOFADAS..rs
bjs.
Que mulher chata e sem profissionalismo, e ainda oferecer servico porco, dá não.
Boa sorte com seus estofados.
Beijo
Mas, ainda bem que o Iwan sentiu que tinha que reagir, viu?
Bjs!
Vez ou outra eu saio batendo porta de alguma loja porque acho que fui mal atendida...
risos
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